domingo, 22 de janeiro de 2017

É praticamente impossível descrever o medo que sinto cada vez que penso que pode ter-te acontecido alguma coisa. Sei que ficava mais bonito se eu tivesse escrito "receio" em vez de "medo", contudo, a verdade é que eu estou apavorada. Não se trata de um medo, de um receio, mas sim de um pavor. De um medo levado ao extremo. Faz com que o meu coração bata a umas milhas por segundo, com que o meu cérebro pare, com que as minhas mãos tremam e os meus olhos se encham de lágrimas. O medo que eu tenho de te perder vai matar-me. A mim, a ti e a nós. Sempre soube que no momento em que este medo se fizesse sentir, seria o meu fim. Ainda que tu não o conheças, ele conhece-nos bem. Não ter notícias tuas, não receber uma chamada reveladora de como estás, ver que não há sinais teus em qualquer rede social, faz com que esse Senhor Medo se apodere de mim. Tento, então, recorrer às superstições para que elas me salvem. Olho para o colar que me deste umas trinta vezes, olho para as horas na tentativa de encontrar algo semelhante a (21:21) com o intuito de poder pedir um desejo, ponho o creme do meu pai (que cheira a ti) na extremidade do meu polegar e espero que ligues, que me demonstres que estás vivo. A minha angústia aumenta um bocadinho mais e eu fico aterrorizada... Como é que se lida com isto? Como é que se aprende a viver com o facto de amar alguém? 

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