segunda-feira, 21 de agosto de 2017

À medida que o tempo passa, começo a aperceber-me que o nó que sinto na barriga não é fome. Não são dores menstruais, não são dores de estômago. Nenhum dos órgãos secundários é responsável por essa dor. Contrariamente, apenas o órgão principal tem a inteira culpa- o coração. Dói-me o coração e por isso não consigo respirar. Há quem diga que o coração não dói... Pobre de quem o diz. Nunca amou. Quando se ama, o coração dói. Cada vez que se desilude quem se ama, ou que se desilude a si mesmo, o coração faz doer. Não se sente lá, sente-se algures pelo corpo. As forças perdem-se, o corpo desfalece. Dás-me chapadas na cara e dizes para me deitar no teu colo, é hora de descansar... Treta. É hora de resolver, de uma vez por todas, as nossas cabeças. É hora de gritar, de chorar, de espernear, de fumegar... Mas a seguir vem o recomeço. Volta a paixão, a fase em que nos compreendemos mutuamente e o respeito é a palavra-chave. Cada um de nós acarreta consigo problemas que, aparentemente, apresentam uma solução remota. Estamos cansados, frustrados. Estamos desiludidos connosco, com o outro e com o mundo. Dói a acordar... Aparentemente, não há uma razão para tal. Não estamos ao lado um do outro, não vamos uma semana de férias, não passamos noites juntos, não podemos fazer os planos que sonhamos, não tenho a liberdade que querias experienciar viver. Não, não e não. Mas sabes que sim? Sim, amamo-nos. Sim, queremos estar juntos. Sim, podemos ser felizes. Sim, quero fechar este ciclo vicioso que tem andado a dar cabo de nós. Sim, luto por um recomeço ao teu lado. Sim, acredito em nós! Sim, meu amor... Eu prometo que caso contigo.