segunda-feira, 3 de junho de 2019

O amor cresce dos bocadinhos. Da ida ao Porto, do mergulho no rio, da sesta que fazemos abraçados. O amor cresce da preocupação, do "como correu o teu dia hoje?", da maneira como olhas para mim enquanto, sem querer, me caem as lágrimas pela cara. O amor cresce todos os dias e não vem nunca do que é material. O amor vem do pouco, do pequeno. O amor são as músicas que ouvimos no carro e o vento que leva o meu cabelo para trás com a mesma força que um sorriso teu leva o meu dia para a frente. Não há nada que queira tanto como ser a tua companheira. Estou há algum tempo a lutar para ser a tua melhor amiga, a tua confidente, a tua pessoa. Enquanto isso, continuas gélido e o amor vai acontecendo. Os fins de semana passam a voar e sinceramente sinto que são pouco mais do que um sonho. Chega à segunda feira e voltam as rotinas, os desleixos, as desculpas e tudo aquilo que sempre nos separou. A coisa que mais me entristece em toda a minha vida é a maneira como tu consegues descartar as hipóteses de estarmos ao lado um do outro sem ser nos momentos programados, sem ser da maneira que se calhar faria mais sentido para nós. Tu consegues dizer-me que não nos momentos em que se calhar eu mais preciso do teu colo, do teu mimo e da tua presença. O amor não são as palavras, mas o amor é estar. O amor é presença, o amor é mimo sempre que o outro precisa. É impossível dar-se tudo numa relação quando se sente que o outro tem reticências, vírgulas, parêntesis. É impossível ter-se todas as seguranças do mundo quando se vê pouco esforço, pouca vontade, pouca disposição. Às vezes sinto que é impossível chegar até ti com o que te digo, então em tom de socorro venho e escrevo. Mostro-te e penso que talvez nem leias até ao fim, ou nem dês a importância que dou, ou nem sequer percebas exatamente o conteúdo das minhas palavras, mas acredita que a escrita pode ser das únicas maneiras que tenho de sentir que, dê isto no que der, eu tentei chegar até ti. Que nunca te falte o mimo e que, a partir de agora, sejamos um e só um em tudo o que nos resta. Ainda há muito para construir, se assim o quisermos.
PS: Nos dias em que estiveres mais em baixo, mais cansado e com vontade de partir tudo à tua volta, lembra-te que os meus braços serão sempre o teu lar.

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